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8 destaques da sétima edição do Mondial no Rio

09/09/2019 Fonte: Guia da Cerveja

Sucesso de público, a sétima edição do Mondial de là Biere Rio de Janeiro chega ao fim neste domingo com inúmeros destaques, concluindo uma sequência de cinco dias em que os visitantes tiveram à disposição mais de 1.500 rótulos, ofertados por mais de 130 cervejarias espalhadas por estandes instalados nos armazéns 2, 3 e 4 do Pier Mauá.

O festival, realizado na zona portuária do Rio, também contou com apresentações musicais e mais de 20 food trucks, com direito a vista do Museu do Amanhã e também da Ponte Rio-Niterói. A equipe de reportagem do Guia esteve presente ao Mondial e selecionou oito destaques do evento. Confira.

1- Melhor cerveja: Timeless Porter
A Wonderland Brewery conquistou a medalha de platina do Mbeer Contest, o concurso do Mondial, com uma Porter com lactose e caramelo. Ela tem teor alcoólico de 6,3% e amargor leve, de 25 IBUs. O aroma e o sabor de caramelo se sobressaem no primeiro momento, e em seguida cedem o destaque à textura macia e cremosa obtida pelo uso da lactose. É feita com o lúpulo inglês East Kent Goldings. Seu rótulo é estrelado pelo Coelho, que com seu relógio é o mentor de Alice no país das maravilhas, temática inspiradora da cervejaria.

2- Cervejas mais inusitadas: Linha gourmet da Three Monkeys
A Three Monkeys optou por apostar na inventividade nos novos rótulos que levou ao Mondial. A cervejaria ampliou a sua linha do estilo Gose e despertou a curiosidade do público que circulou pelo festival com a Gazpacho, uma cerveja com tomate e picles de pepino; a Al Mare, com ostras, tinta de lula e limão; a Honey Dijon, com mostarda e mel; a Oriental, com shoyu, wasabi e gengibre; e a Thai Curry, com curry, especiarias e leite de coco. Seu estande, não à toa, esteve lotado durante todo o festival.

3- Produto mais inusitado: Sorvete de cerveja
A Cervejaria Roter cedeu parte do seu estande no Mondial para uma parceria que atraiu o paladar do público. A Bora Bora Gelateria produziu sorvetes a partir dos diferentes rótulos da cervejaria, aguçando a curiosidades dos visitantes, que precisavam esperar menos de cinco minutos para ver 120ml de cerveja transformados em sorvetes, a partir da utilização de uma fórmula com água e açúcar adicionada ao rótulo escolhido em uma tábua resfriada a pelo menos -20ºC.

4- Melhor personagem: Frida Kahlo
Se em 2018 a Cerveza Guapa aproveitou a edição carioca do Mondial para lançar a Frida, uma New England IPA, dessa vez optou por levar a própria personagem ao seu estande no Pier Mauá, atraindo a atenção do público, especialmente para fotos. A homenagem, no rótulo, e a presença de um personagem representando a icônica pintora mexicana têm relação direta com a cervejaria, que busca homenagear referências históricas da América Latina nos seus rótulos.

5- Melhor estande: Trópica Brewing Co
Embora seja de Campos dos Goytacazes, a Trópica decidiu lembrar outra localidade em seu estande no Mondial: Caraíva. A vila no litoral sul da Bahia, nas proximidades de Porto Seguro, foi homenageada pela cervejaria com a instalação reproduzindo a fachada de uma típica casa de Caraíva. A vila também dá nome a um dos rótulos da Trópica, uma Saison de maracujá, um dos seus lançamentos para o festival.

6- Produto não-cervejeiro inusitado: Gim tônica em garrafa
O Mondial é um evento cervejeiro, mas também há espaço para outros produtos. O que mais chamou a atenção foi a gin tônica da Easy Booze. Antes visto como um drinque com produção restrita aos bartenders, a gin tônica foi engarrafada pela empresa paulista e fez sucesso no festival no Rio, sendo mais uma atração para quem gosta de cerveja, mas também para quem possui outras bebidas de preferência.

7- Melhor colaborativa: Trooper IPA
A cervejaria curitibana BodeBrown levou ao Mondial um lançamento impactante e surpreendente: a Trooper IPA, um rótulo criado em parceria com o Iron Maiden, uma das maiores bandas de heavy metal do mundo. A cerveja foi lançada no festival em lata e despertou a curiosidade do público, especialmente dos roqueiros, também atraídos por camisetas, copos, bonés, bandeiras e bandeirolas, produtos expostos e colocados à venda no estande da cervejaria.

8- O não ao autoritarismo
No mesmo fim de semana em que o prefeito do Rio, Marcelo Crivellla, buscou censurar a literatura durante a Bienal do Livro, outra figura proeminente da política fluminense viu seus atos autoritários serem condenados publicamente. Em visita a estandes do Mondial, o governador Wilson Witzel foi alvo de gritos de “fascista” e de xingamentos do público durante a sua breve passagem pelo Pier Mauá.

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