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Mondial de La Biére no Rio apresenta cervejas do 'fundo do mar', de cor lilás e apimentada

08/09/2018 Fonte: G1

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Catharina Sour, primeiro estilo de cerveja a entrar em guia mundial, ganha destaque no evento e público aprova.

A frase "para todos os gostos" é clichê no Mondial de La Bière. Com tanta variedade de cerveja, fica difícil eleger a mais curiosa. Na 6ª edição do evento, que acontece até domingo (9) no Píer Mauá, ganham destaques as bebidas com ingredientes mais inusitados, como a cerveja de caju, graviola, a com pimenta, a de jabuticaba com coloração lilás e até mesmo uma que foi maturada por quase três meses no fundo do mar de Angra dos Reis.

Luana Copler, diretora do Mondial, sinaliza a importância da renovação das cervejarias para participar do festival e expandir o mercado consumidor. Este ano, 145 cervejarias estão expondo seus produtos no evento, sendo 50 delas estreantes.

"A cerveja não pode mais ser apenas chamada de 'loira gelada', porque agora ela está multicolorida. As empresas têm o desafio de melhorar seu posicionamento no mercado, por isso essa necessidade de lançar novos rótulos. O Brasil é o terceiro maior consumidor de cerveja do mundo, então o público tem essa demanda por novidades", comenta Luana.

O estilo brasileiro de cerveja Catharina Sour, primeiro a integrar o Beer Judge Certification Program (BJPC), pôde ser conferido pelo público do Mondial. O BJPC é uma das principais organizações de certificação mundial para juízes de cerveja e bebidas fermentadas.

O sommelier de cerveja e jornalista Pedro Landim explicou por que o Catharina Sour é a nova sensação do mercado cervejeiro.

"O estilo criado por produtores de cerveja de Santa Catarina entrou oficialmente em um guia muito importante de cerveja, o BJCP. Ou seja, temos um estilo brasileiro reconhecido. É uma cerveja ácida, mas uma acidez leve, com fruta fresca. Acho que todo mundo deveria procurar e experimentar", sugere Landim.

A cerveja desse estilo deve ter em suas propriedades produtos e especiarias tipicamente brasileiros. Pedro ainda reforça que essa cerveja tem "potencial enorme de mercado".

"A gente vive num país que tem calor o ano inteiro e essa é uma cerveja que se parece até com o suco das frutas frescas. Ela é bem leve, teor alcoólico bem baixo. É pra beber de litro essa Catharina Sour", diverte-se Landim, que aponta ainda outro destaque do festival.

"E me interessam também as cervejas envelhecidas em barris de madeira que utilizaram outras bebidas antes como uísque, cachaça e gin. Isso agrega muita complexidade", avalia o sommelier.

Das 14 cervejas premiadas na competição MBeer Contest Brazil, com avaliação baseada nas qualidades intrínsecas da cerveja, no primeiro dia do festival, quatro são do estilo Catharina Sour.

Marcos Guerra, mestre cervejeiro da Mistura Clássica, ficou entre os vencedores com a cerveja Catharina Sour de goiaba. Entretanto, uma outra bebida despertava curiosidade em seu estande: a Layla Mar e Guerra, cerveja que foi jogada em um barril de madeira no fundo do mar de Angra dos Reis e ficou sendo maturada quase três meses por lá.

"É uma imperial stout, que a gente adicionou framboesa com algumas bactérias selvagens, que trouxeram uma acidez e um toque adocicado. Tem o toque especial da framboesa no aroma, a gente percebe também o torrado do malte com a fruta", explica Marcos, que ainda sugere que o público experimente também sua Catharina Sour de caju.

"As mulheres gostam muito porque não tem amargor, é equilibrada, com pouco carboidrato e baixo teor alcoólico, se encaixa perfeitamente para o público feminino", acrescenta o cervejeiro.

Outra do estilo Catharina Sour premiada foi a Gravioh-La-La, de graviola, da Overhop. O sabor da fruta e sua acidez foram elogiados pelos que conseguiram provar a bebida. O economista Claudio Oliveira diz que ficou surpreso com a leveza dela.

"É extremamente refrescante, com fruta, uma cerveja bem especial para beber o dia inteiro", comenta Claudio.

Rodrigo Barufaldi, sócio da Overhop, diz que ela foi feita a quatro mãos, em parceria com uma cervejaria de Montreal. "Depois da medalha, as pessoas querem experimentar a novidade, e pra gente está sendo maravilhoso", festeja.

A cerveja Quintal de Jabuticaba atraía os olhares dos curiosos que passavam pelo estande da Antuérpia. É que a bebida tem uma coloração lilás, bastante diferente.

"Tem essa surpresa da cor e o público está adorando. Ela tem um processo de acidificação com lactobacilos na fermentação e na maturação a gente acrescenta a jabuticaba", explica o cervejeiro João Cléber da Antuérpia.

Andando um pouco mais entre os expositores é possível achar ainda uma cerveja bem apimentada, a Chilli Peppis, da Ampolis, com sabor bem peculiar. O sócio Sandro Gomes diz que apesar de a pimenta na cerveja já ter sido explorada anteriormente, o seu produto tem uma "pegada diferente".

"É uma bebida bem refrescante com o gosto bem sutil da pimenta. Vale experimentar porque está muito boa e com sabor bem diferente", indica Sandro.

Outras que ganharam votos positivos do público foram a Lunion Tripel, com casca de laranja e coentro, e a Deep Nirvana, uma New England com hortelã, da Viper Cervejaria. As duas foram criadas exclusivamente para o evento, a segunda em parceria com a Lótus.

"A gente entendeu que o mercado quer coisas novas. Então trouxemos duas cervejas que são edição limitada, feitas para o Mondial, entendemos que essa foi uma maneira de aguçar a curiosidade das pessoas, revela o sócio da Viper Fernando Leite.

E quando o estande lota, a gente já sabe: tem cerveja boa no pedaço. A cervejaria Búzios, uma das mais premiadas em cervejas artesanais no Rio, lançou no evento a Forno Irish Red Ale, inspirada na praia do Forno, em Búzios. A coloração vermelha da bebida traz uma referência da areia da praia do Forno, que possui veios com tons avermelhados.

"Ela é bem encorpada, sofisticada, com cinco tipos de malte em tons graduados de caramelo, tem equilíbrio entre amargor e dulçor", explica Vera Rodrigues, dona da Búzios.

Recém-chegada ao Brasil, a Palma Louca também movimentou seu estande de exposição. Muitos jovens quiseram experimentar a cerveja que está há 24 anos no mercado de mais de 20 países do mundo e que acaba de posar aqui.

"É uma premium lager feita com a água do Canadá, mas que tem um sabor muito brasileiro cheio de aroma, frescor e leveza", ressalta o sócio Mario de Andrade.

Cerveja Quintal de Jabuticaba atraía os olhares dos curiosos que passavam pelo estande da Antuérpia. É que a bebida tem uma coloração lilás, bastante diferente. (Foto: Patricia Teixeira/G1)

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