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Tijuca com as torneiras abertas no Mondial de la Bière

30/08/2018 Fonte: O Globo

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Cervejeiros e fabricantes com estandes fixos na região representarão a região com seus diversos estilos de rótulos semana que vem, no maior evento do gênero na cidade

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D a próxima quarta até domingo, dia 9, os armazéns 2, 3 e 4 da Zona Portuária abrigarão a sexta edição carioca do Mondial de la Bière, que reunirá representantes de mais de 120 cervejarias, sendo 35 estreantes. Polo cervejeiro, a Tijuca não ficou de fora do evento mais esperado do ano entre os amantes da bebida. Na lista de participantes da região ou com estandes fixos em eventos como o Tower Park Tijuca estão Overhop, Farra Bier, Bottobier e Colorado, representantes de variados estilos de rótulos que ganharam destaque e premiações em edições anteriores.

Para Rodrigo Baruffaldi, um dos sócios da Overhop, o evento foi um divisor de águas na história da marca. Com dois meses de existência, em 2016, eles já estavam participando do festival, tendo ganhado duas medalhas de ouro com as cervejas Dark Hop (Black IPA) e Hazy (New England IPA, feita com levedura importada dos EUA), ambas presentes nesta edição.

— O evento e as premiações nos projetaram bastante. Ficamos conhecidos rapidamente. O interessante do Mondial é ser um campeonato que premia a cerveja de sabor mais marcante. Então tem que ser bem original e saborosa para ser lembrada — afirma ele.

As cervejas da Overhop (ao pé da letra, em inglês, “excesso de lúpulo” ) são produzidas na fábrica da marca sócia, Mistura Clássica, em Angra dos Reis. Para o Mondial de La Bière serão levados 18 rótulos, de diversos estilos, além de garrafas, latinhas e suvenires (bonés, camisas, copos e chinelos).

Ao lado do estande da Overhop faz sucesso no Tower Park a cervejaria Farra Bier. Criada em 2016, chegou a colocar uma torneira no mundial da cerveja daquele ano, em um estande de uma marca amiga. Mas foi no ano passado a verdadeira estreia, com estande fixo e medalha de ouro, conquistada graças à Blackjack (uma oatmeal stout, produzida com 11 tipos de malte, aveia e três lúpulos, com aroma de café e notas de chocolate amargo).

— É uma cerveja escura e bem leve. Nossas cervejas têm drinkability, ou seja, são agradáveis de se beber, não têm muito teor alcoólico, para se beber à vontade — diz Rafael Lopes, um dos sócios da marca.

A Farra Bier, que elabora os produtos em uma fábrica coletiva em Guapimirim e conta com um escritório no Tower Park Tijuca, virá com 13 torneiras de estilos diferentes. Haverá venda de garrafas, latas e suvenires.

— Este é o evento cervejeiro mais importante do ano no Rio. Atrai especialistas, leigos, principiantes interessados no universo, potenciais fabricantes. Em termos de visibilidade, não há nada melhor para uma marca — explica Lopes.

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A Colorado, uma das artesanais pioneiras no Brasil, fundada em 2006, coleciona premiações em edições anteriores. A de maior destaque foi no ano passado: a medalha de platina (acima da de ouro) com a Guanabara Wood Aged (malte, lúpulo e rapadura queimada).

— A Colorado busca sempre inovar e trazer ingredientes brasileiros e de pequenos produtores para as cervejas. Teremos muitas torneiras e novidades exclusivas nesse evento — revela o beer sommelier da Colorado, Charleston Agrícola.

Além dos estandes com cerca de 1.200 rótulos para degustação, o evento tem atrações paralelas, opções gastronômicas, shows, festas, estúdio de tatuagem e espaço para games.

Estande da Firjan apresentará rótulso feitos em conjunto

Quem também promete fazer bonito no Mondial de la Bière é o Senai-Tijuca, que apresenta um projeto inovador. No começo do ano, a instituição, ligada à Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), lançou um projeto de produção de cervejas colaborativas que envolve empresas do ramo. A ideia é lançar, até o fim de 2018, no mínimo três rótulos. Duas produções serão levadas para o evento da Zona Portuária.

A cervejaria Esplêndido apresentará uma cerveja do estilo Weizenbock, que, segundo José Gonçalves Antunes, especialista setorial de Bebidas da Firjan, é muito conhecido na Alemanha e pouco explorado no Brasil.

— São cervejas escuras, encorpadas, de teor alcoólico médio-alto, que mesclam o paladar da banana e do cravo com o malte e o pão tostado e levam farelo na composição — explica.

Mariana Boynard, administradora da Esplêndido, ressalta: o mais importante do projeto é a luta contra o desperdício.

— Estamos criando uma receita nova, usando resíduos de outro setor. Essa ideia agrega valor a todos os envolvidos — afirma.

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Além da fabricação da cerveja com o resto do farelo de trigo, o bagaço do malte que fica de sobra da produção abastece os fornos da Panificação Flor da Tijuca, que produz um pão com o resíduo da confecção da cerveja.

— A ideia de usar resíduos mutuamente para fazer produtos novos nos ajuda a diminuir o desperdício e ainda cria um novo modelo de negócio sustentável — observa Fernanda Hipólito, proprietária da Panificação Flor da Tijuca e presidente da Rio+Pão.

Já com a Cervejaria Suburbana foi produzida, dentro do projeto da Firjan, uma Gose, cerveja de alta fermentação originária de Goslar, na Alemanha. A ideia era retomar uma antiga tradição alemã de produzir uma bebida que não segue a lei da pureza e leva sal marinho e coentro como matérias-primas.

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